É exactamente neste espacinho da partilha que tu e todos os que me são próximos, entram. Mas não te quero comparar ao resto do mundo. Tu és um. És um ser diferente. Não és do meu sangue e nem sempre cá estiveste para mim, mas dou-te o título de meu segundo pai. Porque um pai é, acima de todos os papéis que pode ter na nossa vida, o nosso mentor.
Tu pegas nas tuas histórias e fazes delas minhas, como que se eu tivesse poder de transforma-las, mas numa outra vida - a minha. Tu ensinas-me a ver o mundo, não da maneira que os outros esperam que eu o veja, mas da maneira que os meus olhos, carregados de pedacinhos desfrutados de cada canto da minha alma, me pedem para ver.
Hoje, mesmo a uns km de distância de ti, continuo aqui. Tu continuas aqui.

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